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E agora, será que é isso mesmo?

Crônica. O Descarrego de Raquel e o Novo "Santo" de Jaboatão. Será que é isso mesmo? Eduardo Anderson ou Eduardo e Marília? Miguel está mesmo fora do jogo?


O Descarrego de Raquel e o Novo "Santo" de Jaboatão


Por Tony Lucas


Dona Raquel Lyra, a nossa "governadora de ferro" (ou seria de gelo?), será que resolveu finalmente fazer um descarrego?

O alvo da vez foi o clã dos Coelhos. Depois que a Polícia Federal resolveu bater ponto em Petrolina com a Operação Vassalos, o Palácio do Campo das Princesas começou a sentir um cheiro de queimado que não vinha da cozinha.




Miguel Coelho, que até ontem era o "noivo cobiçado" para o Senado, virou aquele convidado que ninguém quer sentar perto na festa de casamento. O distanciamento foi cirúrgico. Dizendo repeitar investigações. Raquel aplicou em Miguel o mesmo tratamento que dispensa aos seus secretários: o silêncio gelado e a porta na cara. É o que dizem.

Mas, como na política pernambucana "vão-se os anéis e ficam os dedos" (ou as alianças de conveniência), a governadora já mirou outro horizonte. E o radar parou em Jaboatão dos Guararapes. O novo "salvador da pátria" atende pelo nome de Anderson Ferreira.


É o puro suco do pragmatismo. Raquel sai do abraço de um clã investigado para se jogar nos braços do clã dos Ferreira. Sai o asfalto suspeito de Petrolina e entra a "Bíblia e o voto conservador" da Região Metropolitana. Anderson, que já foi adversário e hoje se pinta de aliado de primeira hora, é a peça que Raquel quer para tentar estancar a sangria de popularidade e garantir um palanque evangélico que João Campos, com todo o seu carisma, ainda não domina totalmente.



A pergunta que fica no ar, e que a gente faz aqui no Focobr.com é: Raquel está trocando um problema por uma solução ou apenas mudando o endereço da encrenca? Porque, se os Coelhos hoje têm a PF no encalço, os Ferreira têm um histórico de rejeição no Recife que não é brincadeira. Será que a chapa será essa na foto, para senador?



No xadrez do Palácio, Raquel tenta dar um xeque-mate no isolamento. Mas, ao buscar Anderson, se for verdade, ela deixa claro que o seu governo "independente" e "técnico" morreu na primeira esquina da realpolitik. Miguel Coelho, agora "vassalo" da própria sorte, assiste de camarote a governadora buscar um novo amor político.

Resta saber se Anderson Ferreira vai aceitar ser o "plano B" ou se vai cobrar um preço tão alto que Raquel vai acabar sentindo saudades das exigências de Petrolina. O jogo continua, e o eleitor, como sempre, assiste a essa troca de figurinhas rindo para não chorar.



Enquanto Raquel se vira nos trinta para trocar o pneu com o carro andando, João Campos assiste a tudo do alto das suas pesquisas, com um sorriso de quem já ganhou o ovo de Páscoa antes da Quaresma.

Para o "Príncipe do Recife", esse troca-troca de Raquel é música para os ouvidos. João observa, de camarote e com a popularidade batendo no teto, a governadora tentando se livrar do "beijo da morte" dos Coelhos para cair no abraço dos Ferreira — que, convenhamos, não é exatamente um spa de tranquilidade eleitoral.


João não precisa mover uma palha. Ele sabe que, quanto mais Raquel se enrola nas teias das velhas oligarquias para tentar se salvar, mais ele se consolida como o "novo" que deu certo. Enquanto o Palácio pega fogo, o prefeito segue no passinho, esperando a hora certa de dar o xeque-mate em 2026, vendo a adversária trocar um fardo por uma cruz.

No Focobr.com, a gente avisa: quem assiste de cima, geralmente, é quem acaba rindo por último.


E agora, será que é isso mesmo?
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