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Raquel não vai com Lula

Governadora Raquel Lyra deixa claro que não vai com Lula e diz que quer candidato do seu partido. Lula não vai subir no seu palanque.



A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), evitou confirmar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o PSD “tem direito” de lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (11/02), em entrevista à CNN Brasil, uma semana após ela ter se reunido com Lula para tratar do cenário político em Pernambuco.


Durante a entrevista, Raquel ressaltou a boa relação administrativa com o governo federal, mas recuou ao comentar eventual alinhamento eleitoral com o presidente Lula. “Ao longo desse tempo, nós conseguimos construir uma relação sólida de trabalho com o presidente, seus ministros, seu governo, em favor do povo de Pernambuco. Temos aí, até as convenções, julho, agosto, mais tempo para que possam ser consolidados os palanques”, afirmou.



Ao abordar a possibilidade de o PSD apresentar um nome próprio na disputa presidencial, a governadora reforçou a autonomia da legenda e mencionou lideranças nacionais do partido. “É claro que nomes como o de Caiado, o de Ratinho Jr, o nome de Eduardo Leite, como tantos outros que existem no partido, eles aumentam a nossa responsabilidade em relação ao país. Vai haver muita discussão interna para saber quem será o candidato, como se darão as alianças. Agora, é claro que o presidente do partido tem o direito de lançar um candidato. É um partido que se projeta para olhar para o futuro, ele tem direito de lançar uma candidatura”, declarou a gestora pernambucana.



Raquel também destacou que mantém um “um diálogo consistente” com Lula, especialmente em torno de projetos estruturantes para o estado, como o Arco Metropolitano e o metrô do Recife. Segundo ela, a interlocução com o Planalto tem sido pautada por investimentos e ações administrativas.


Sem antecipar decisões sobre 2026, a governadora sinalizou que as definições eleitorais devem ocorrer no prazo legal das convenções partidárias. Ao mesmo tempo, manteve o discurso de cooperação institucional com o governo federal, dissociando a relação administrativa da eventual composição política no próximo pleito.


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