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Quebrado mas...

Clube quebrado mas com títulos

O Corinthians é o primeiro campeão nacional da temporada de 2026. Na tarde deste domingo (1º), o Timão venceu o Flamengo por 2 a 0, no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), e conquistou o segundo título da Supercopa do Brasil. A dívida acumulada do Corinthians com Memphis Depay — que já passa dos R$ 30 milhões — revela um "modelo de gestão inconsequente" que vem sendo aplicado no clube.



A conquista da Copa do Brasil ano passado s super copa agora em 26, colocou o Corinthians novamente no centro do futebol nacional, mas também reacendeu um debate incômodo sobre os limites da competição em um cenário de endividamento extremo. O clube campeão é hoje o mais endividado do futebol brasileiro, com passivo estimado em cerca de 2 bilhões de reais, segundo levantamentos de mercado. Para o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, a situação ultrapassa o campo da má gestão e entra no terreno do que ele chama de estelionato esportivo.



A crítica é direta e pesada. Na visão do dirigente, o Corinthians montou um elenco competitivo, utilizou jogadores adquiridos sem quitar obrigações financeiras com outros clubes e credores, conquistou um título nacional e seguiu normalmente sua trajetória esportiva. Tudo isso, segundo ele, sem cumprir compromissos básicos que outros clubes são obrigados a honrar para continuar competindo.



A linha de argumentação é simples e provocativa. É como comprar uma passagem internacional, viajar, aproveitar a experiência e nunca pagar por ela. Ou adquirir uma casa, morar nela, usufruir de tudo o que ela oferece, mas deixar as parcelas em aberto. No papel, você ocupa o imóvel, mas não é, de fato, dono dele. No futebol, o raciocínio segue a mesma lógica. O time entra em campo, vence, levanta taça, mas o custo dessa performance fica pendurado nas costas de terceiros.

O Cuiabá é hoje o clube que mais pressiona publicamente o Corinthians por pagamentos em atraso. A insatisfação não se restringe a valores isolados, mas a um modelo que, segundo Dresch, distorce a concorrência. Enquanto alguns clubes fazem cortes drásticos, vendem atletas, renegociam contratos e atrasam projetos esportivos para manter salários e compromissos em dia, outros conseguem competir em alto nível mesmo sem pagar suas contas.


Quebrado mas...
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