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Que tiro foi esse?

Em Pernambuco estão atirando para todo lado. Onde será que esse vai acertar?


O Jogo do poder é algo impressionante, tem forças para tudo que se propõe. Denuncias, desconstrução, acusações, exposição. Vale tudo para se chegar ao poder. As redes sociais tendem a fazer o nível das campanhas baixarem em todo país e esses assuntos que envolvem polícia, que chamam a atenção serão comuns nessa disputa pelo poder. Só quero ver onde vai chegar tanta denuncia e tanta sujeira mostradas para atingir os candidatos. Política não é lugar para inocente e as coisas vão piorar. Aqui também vale a máxima, de que "Os fins justificam os meios", (Machiavel).

Enfim, o tiro foi dado vamos ver onde ou quem vai atingir.


Uma reportagem exibida neste domingo (25) pelo Domingo Espetacular, da Tv Record revelou denúncias consideradas de extrema gravidade envolvendo a atuação da Polícia civil de Pernambuco durante a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD)O material aponta para o suposto uso político da estrutura policial em meio ao cenário pré-eleitoral no estado.



De acordo com a emissora, policiais civis teriam monitorado Gustavo Monteiro, secretário de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife e seu irmão Eduardo Monteiro, assessor municipal. Mensagens exibidas na reportagem indicam que um rastreador teria sido instalado no veículo de Eduardo, sem autorização judicial. As informações teriam sido compartilhadas em um grupo de WhatsApp formado por agentes e delegados, no âmbito de uma ação interna denominada Nova Missão”.

A Secretaria de Defesa Social alegou que a operação teve origem em uma denúncia anônima sobre suposto recebimento de propina por parte de um servidor, mas informou que nenhum inquérito foi instaurado por falta de indícios mínimos de crime.

A Prefeitura do Recife repudiou a atuação policial, classificando-a como ilegal e abusiva. Gustavo Monteiro afirmou estar abalado com o monitoramento e declarou que avalia acionar a Polícia Federal. Já o sindicato dos policiais civis relatou que servidores vêm sendo pressionados a cumprir ordens consideradas ilegais, sob risco de retaliações internas.



Segundo a reportagem, os documentos, mensagens e depoimentos reunidos apontam para a existência de uma “polícia paralela”, que teria atuado de forma direcionada contra adversários políticos do governo estadual, desviando a função institucional da corporação de critérios técnicos e jurídicos.

A matéria destaca ainda que João Campos prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, aparece indiretamente em ao menos duas das denúncias. Líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Pernambuco em 2026, o envolvimento do seu entorno político reforçaria, segundo a emissora, a suspeita de direcionamento político das ações policiais.


Antes da exibição nacional da reportagem, veículos como o Jornal O Poder já haviam publicado matérias sobre possíveis instrumentalizações políticas da Polícia Civil, relatando pressão interna, troca de ofícios e desvio de finalidade em procedimentos investigativos.

O caso ocorre em um ambiente político tenso, às vésperas das eleições estaduais de 2026, e amplia questionamentos sobre a independência da Polícia Civil de Pernambuco, aumentando a pressão por esclarecimentos por parte do governo estadual e dos órgãos de controle.


Em notas oficiais, a Polícia Civil e o governo de Pernambuco negaram irregularidades e afirmaram que todas as ações foram baseadas em denúncias e conduzidas dentro da legalidade. Aliados de João Campos, por sua vez, classificaram as denúncias como perseguição política, enquanto setores da oposição defendem que o caso seja apurado por instâncias externas. Onde vai levar tudo isso? Olhe que estamos apenas no começo do ano e a campanha já está nas ruas há muito tempo. Cada ação é eleitoreira, dos dois lados.


Que tiro foi esse?
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