
Poder perigoso
Prefeito Junior de Beto, cuja gestão atravessa um momento em que a imagem de "liderança jovem e dinâmica" começa a virar uma crescente de arrogância institucional.

Palmares, talvez esse seja o único município onde não se tem uma base de oposição capaz de enfrentar o atual prefeito, a oposição é fraca e desconecta, submissa a situação. Não falam nada, e se falam ninguém ouve. Uma situação que deixa o prefeito confortável para fazer o que quer e até chegar a um dos fenômeno que acontecem quando se tem poder demais.
O fenômeno do poder em Palmares parece seguir um roteiro clássico da política regional, mas com um agravante contemporâneo: a velocidade com que a confiança se transforma em soberba. No centro dessa análise está o prefeito Junior de Beto, cuja gestão atravessa um momento em que a imagem de "liderança jovem e dinâmica" começa a ser ofuscada por uma percepção crescente de arrogância institucional.
Na ciência política, existe uma linha tênue que separa a autoridade da arrogância. Enquanto a primeira atrai aliados e investimentos, a segunda constrói muros. Em Palmares, o que se observa na postura do prefeito é um caso pedagógico de como o exercício do poder, quando não mediado pela humildade estratégica, acaba por gerar um distanciamento perigoso das bases que o sustentaram.

Um dos sinais mais claros de que o poder subiu à cabeça de um gestor é quando ele começa a ignorar aqueles que sustentam a economia local. O setor produtivo de Palmares — os empresários que geram emprego e renda — tem percebido um prefeito que está distante.
A arrogância, nesse contexto, manifesta-se na dificuldade de ouvir críticas técnicas ou sugestões de quem conhece o "chão da loja". Quando o empresariado começa a sentir que o gabinete do prefeito se tornou uma torre de marfim, o capital — que é arisco — começa a olhar para as cidades vizinhas. Por falar em cidade vizinha, o prefeito parece estar mais preocupado com Água Preta que com a sua cidade.
A população de Palmares, historicamente politizada e exigente, sente o peso de uma gestão que parece ter esquecido que o mandato é um empréstimo do povo, e não uma propriedade privada.
O sintoma: A indisponibilidade para o debate e o tom defensivo (e por vezes silêncio desdenhoso) diante de algumas situações.
A consequência: O carisma inicial de Junior de Beto deu lugar a uma imagem de "superioridade", onde o gestor parece acreditar que suas decisões são infalíveis, ignorando opinião e observação das ruas. O poder sem oposição, sem questionamentos é perigoso.
O nome "Junior de Beto" carrega uma herança, mas o poder atual parece ter criado uma espécie de "autossuficiência ilusória". O prefeito parece acreditar que o sobrenome e o cargo são blindagens eternas contra o desgaste político. No entanto, a história política da Mata Sul mostra que a arrogância é o primeiro passo para a queda. O poder que isola é o mesmo que, no momento da necessidade, deixa o político falando sozinho.

Enquanto o prefeito se fecha em um círculo de "sim senhor", outras lideranças na região e no estado — como vemos no movimento de renovação de direita e em articulações mais abertas em Brasília — ganham espaço justamente por serem o oposto: acessíveis e pragmáticas. A arrogância do prefeito cria o vácuo perfeito para que novas forças políticas surjam como o antídoto à sua soberba.
O que se vê em Palmares hoje é o "Hubris" político — termo grego para o excesso de confiança que leva à ruína. Junior de Beto parece ter confundido a caneta de prefeito com um cetro de poder absoluto. Procurar o povo só a cada quatro anos é perigoso. Sua gestão é boa, mas sua arrogância realmente começa a ofuscar. Essa questão já foi debatida durante do seu primeiro mandato, com referência ao funcionalismo do município.
O focobr.com conversando com empresários e pessoas que vivem do comércio, chega a análise de que
ele tem se afastado do empresariado com uma postura autoritária e de subestimar a inteligência da população com seu distanciamento, falando apenas com pessoas do seu ciclo, ele coloca em risco não apenas o seu futuro político, mas o desenvolvimento da "Capital da Mata Sul". O poder é um instrumento de serviço; quando vira ferramenta de vaidade, ele deixa de ser liderança para se tornar apenas ocupação de cargo.
Por Focobr.com
