
Olinda quero cantar, que pagam bem.
Manobra em Olinda, para não haver licitação na contratação de empresas para estruturar o carnaval. Denúncias do carnaval passado vem a tona.
Olinda, todos sabem, é uma cidade histórica e carrega consigo o título de patrimônio histórico da humanidade. Entra governo, sai governo na cidade e nada muda: lixo, sujeira, alagamentos, descuido. Isso é o que está acontecendo também com a gestão da prefeita Mirela, que já teve até pedido de impeachment protocolado na câmara da cidade. Olinda é uma cidade que não gera renda, vive de Recife e dos repasses robustos do governo federal, seu comprometimento com servidores consome quase toda essa receita, além dos impostos arrecadados.

Logo se pensaria ser uma cidade fácil de gerir, não fossem as manobras políticas que atrapalham o crescimento da cidade, crescimento pelo menos na geração de empregos, mas isso não acontece. Olinda parece ser uma cidade de vendedores ambulantes, tamanho descaso com suas causas mais urgentes de sua população carente. Isso é, olhando por um ângulo de gente que precisa da cidade para sobreviver. Mas tem seus ricos e servidores que comandam a cidade que não estão preocupados com isso, nem moram na cidade, e os outros que pegam carona na prefeitura para aumentar seus patrimônios e sem que ninguém fale nada, a não ser três ou quatro opositores, mesmo assim, desligam seus microfones e encerram sessões ao reclamarem.

Olinda sempre foi de forasteiros e forasteiras, quem governou Olinda por muito tempo foram pessoas de fora da cidade, que viram uma oportunidade política de se locupletarem e ainda fazer parte desse monumento histórico. Salvo, Professor Lupércio, mas até gente de Alagoas geriu Olinda, quer dizer, gerir é força de expressão, gente que também até hoje está inelegível por levar até os sinos das igrejas histórias nos bolsos, e era uma também mulher. (Claro que os sinos são uma alusão). A prefeita mesmo não é olindense. Mas está tudo em família, tudo tranquilo. É uma vergonha o que vive Olinda e os gestores a reclamarem da falta de recursos, claro, eles não fazem nada para mudar isso. É tudo uma grande falácia política, um jogo onde quem não entende não entra.
A impressão que os moradores de Olinda têm é que são geridos por Recife. A maioria dos empregos de Olinda são em Recife, gerando o chamado movimento pendular. Assim fica fácil, mas a incompetência dos gestores só os leva a reclamar, trocar secretários e fingir gerência. Um pouquinho de sabedoria política e, com os apoios certos, vira prefeito de Olinda. Geralmente, o palácio é quem tem decidido quem vai para Olinda.
A manobra que estão fazendo agora para o carnaval na aquisição de serviços terceirizados para a promoção do evento é algo que passa da vergonha. Um edital de convocação dá apenas três dias para que empresas se habilitem para trabalhos distintos no evento, que é histórico. É incrível, para poderem entender, o atraso e não contratação de uma empresa ou mais para cuidar do evento nesse prazo, dá o direito à prefeitura de contratar sem licitação. É aí está o pulo do gato, ou a mão do gato, ou qualquer coisa do gato. É chamar o olindense de idiota e fazer valer a prática da esperteza que há no meio público em todos os setores. O povo é quem paga por isso, para espertos fazerem manobras e se beneficiarem de forma que a lei não vê erro. O que não é ilegal pode ser imoral.
Contratações do ano passado para o carnaval, vieram a tona com denúncias de superfaturamento comprovado por reportagens de blogs e adversários. É um mal que não tem cura. Vamos aguardar para ver o que vai acontecer neste, certamente será ainda maior. Órgãos competentes para o assunto se fingem de mortos, até que se tenha um adversário no poder para denunciar e realmente buscar responsabilizar quem faz farra com o dinheiro público. Lembrando que isso não é só privilégio de Olinda não. Há uma máfia instalado no Brasil ,especializada em eventos de grande porte.
