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Lula entra no jogo em Pernambuco

Governadora Raquel Lyra dá aula de articulação. O jogo virou totalmente.




O novo cenário político de Pernambuco. O jogo muda completamente, mas ainda não é definitivo e só a possibilidade gera uma grande expectativa, desconforto e bota no jogo uma boa pimenta. Como disse a governadora Raquel Lyra: "Todo mundo conversa com todo mundo". As próximas pesquisas devem mostrar o resultado dessas mudanças, se assim for realmente.



O cenário político pernambucano, tradicionalmente marcado por uma polarização entre o clã Arraes/Campos e as forças de oposição, acaba de sofrer uma inversão de polos. Se o desenho se confirmar, Lula não será apenas um cabo eleitoral, mas o fiel da balança que, ao decidir pacificar o estado, acaba por blindar a governadora Raquel Lyra e isolar o projeto hegemônico do PSB na capital.


1. A "Operação Raquel": O Porto Seguro de Lula


O alinhamento de Silvio Costa Filho e Marília Arraes com o governo Raquel Lyra, sob as bênçãos do Planalto, é uma jogada de mestre. Será que ela aprendeu a articular com Jarbas mesmo?


  • Silvio Costa Filho: Traz a capilaridade de um ministro que transita bem entre o empresariado e a classe política nacional. É o "homem das entregas".


  • Marília Arraes: A ida de Marília para a chapa de senadora de Raquel resolve um problema histórico de Lula: unir as duas principais lideranças femininas do estado. Ao tirar Marília da oposição a Raquel, Lula elimina o risco de uma fragmentação da esquerda que poderia beneficiar um nome de fora de sua zona de influência.


2. A Reação em Cadeia: Eduardo da Fonte e o Refúgio no PSB



A política, como a física, não aceita vácuo. Ao se sentir preterido no arranjo do Palácio do Campo das Princesas, Eduardo da Fonte (PP) faz o movimento natural de sobrevivência: corre para os braços de João Campos.


  • A Chapa do Recife: A formação de uma chapa com Humberto Costa (o nome natural do PT para o Senado) e o apoio do PP de Dudu da Fonte dá a João Campos um exército de prefeitos e uma máquina de guerra no interior.


  • O Risco: No entanto, esse movimento "empurra" o PSB para um isolamento em relação ao Governo Federal, já que Lula parece ter escolhido a estabilidade institucional de Raquel em vez da renovação massiva de João.


3. Quem ganha com isso: Anderson Ferreira e a Extrema Direita



Nesse rearranjo de gigantes, Anderson Ferreira (PL) surge como o grande beneficiado tático.


  • Com a esquerda e o centro-direita se engalfinhando entre o apoio a Raquel e a João Campos, o campo da direita conservadora e bolsonarista fica "limpo".


  • Como candidato único desse nicho, Anderson não precisa disputar votos; ele apenas colhe o espólio de quem não se sente representado nem pela "nova política" de Raquel (agora com Marília), nem pelo PSB de João (agora com o PT raiz de Humberto).


4. Lula: O Dono da Caneta e do Destino


A grande conclusão do seu raciocínio é que Lula inverteu a lógica de 2022. Se antes ele era o "garoto-propaganda" do PSB, agora ele é o fiador da governabilidade de Raquel.


  • Ao dar a Raquel os nomes de Silvinho e Marília, Lula oferece a ela o que faltava: densidade política e comunicação com as massas.


  • Para Lula, é muito mais estratégico ter uma governadora de centro-direita (PSDB) devendo a eleição a ele, do que um prefeito do PSB que pode vir a ser um concorrente nacional em 2030.


Análise, pense comigo. 


Se esse tabuleiro se mantiver, a eleição de 2026 em Pernambuco será um plebiscito sobre a vontade de Lula.

Conclusão: Lula decidiu que Pernambuco é importante demais para ficar dividido. Ao fortalecer Raquel, ele "doma" o PSB e mantém o estado sob sua batuta. O preço disso? A transformação de adversários históricos em aliados de conveniência, tudo em nome de um projeto nacional de 2026.

E Pode ser o ponto final para destruir qualquer narrativa da oposição.


O grande ponto do seu raciocínio é que a política de Pernambuco está deixando de ser sobre partidos para ser sobre lideranças nacionais.


  • Dudu da Fonte entrega a João Campos o PP, que é o maior partido em número de prefeituras e tempo de TV. É uma máquina de guerra.

  • Lula entrega a Raquel a Legitimidade. Em 2026, com a economia e as obras (como a PE-126 que citamos) em pauta, o eleitor tende a seguir o "selo de qualidade" de Lula. Eduardo da Fonte pode ter os prefeitos, mas se esses prefeitos não tiverem o discurso de Lula, eles podem ver suas bases derreterem para o palanque da governadora apoiada pelo presidente.


Uma coisa que podemos aguardar e com certeza virá, é o contra-ataque do PSB. O jogo fica cada vez melhor. Não sou a favor de apostas, mas vale uma boa aposta nesse jogo. Na minha opinião ainda falta a carta na manga. Quem a está guardando?


Por: Tony Lucas


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