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João Campos continua na frente
Datafolha: João Campos mantém dianteira, mas Raquel Lyra surpreende na espontânea e acirra rejeição.
O cenário eleitoral em Pernambuco ganhou novos contornos nesta quinta-feira (16) com a divulgação da mais recente pesquisa Datafolha. O levantamento aponta que, se a eleição fosse hoje, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), venceria no cenário estimulado, mas a governadora Raquel Lyra (PSD) demonstra força onde o eleitor decide sem auxílio: na memória de curto prazo.
Cenário Estimulado: A liderança de João
No cenário em que os nomes são apresentados aos entrevistados, João Campos lidera com folga, atingindo a marca simbólica dos 50% das intenções de voto. Raquel Lyra aparece consolidada na segunda posição com 38%. A distância, embora confortável para o socialista, mantém a governadora competitiva em uma eventual disputa de segundo turno.
João Campos (PSB): 50%
Eduardo Moura (Novo): 3%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Brancos/Nulos/Nenhum: 10%
A pesquisa espontânea tem relação com a propaganda da máquina do estado nas redes sociais.
O dado que deve acender o sinal de alerta no QG socialista e dar fôlego ao Palácio do Campo das Princesas vem da pesquisa espontânea. Quando o eleitor é perguntado em quem votaria sem ver a lista de candidatos, Raquel Lyra inverte o jogo e assume a liderança numérica:
Raquel Lyra: 28%
João Campos: 26%
O índice de indecisos na espontânea ainda é altíssimo (36%), o que sugere que o "recall" da gestão estadual e a presença no interior têm sustentado a imagem da governadora para além das fronteiras da capital.
Rejeição: O teto dos candidatos
No quesito rejeição, o cenário é de empate técnico nos extremos. Ivan Moraes e João Campos dividem o topo da lista dos "não votaria de jeito nenhum", ambos com 39%. Já Raquel Lyra apresenta um índice de resistência menor, com 29%, o que teoricamente lhe dá uma margem maior de crescimento entre os indecisos ao longo da campanha.
Metodologia
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04713/2026. O levantamento reflete a temperatura de um estado que caminha para uma das disputas mais polarizadas da sua história recente, dividida entre a força da máquina municipal do Recife e a estrutura do governo estadual.
Por Redação focobr.com Recife, 16 de abril de 2026
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