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Escanteado?

Eduardo da Fonte, o que deu errado? Na política quem não está na mesa está no cardápio



O focobr.com faz uma análise interessante sobre os bastidores da política pernambucana vendo o cenário para Eduardo da Fonte (PP) mudou drasticamente em pouco tempo, e a sensação de que ele pode ter sido "vencido" pela estratégia do PSB é um tema recorrente nas rodas de conversa política.

Para entender se ele caiu em uma armadilha ou se apenas calculou mal o "timing", precisamos olhar para alguns pontos-chave:


O Isolamento Político



Eduardo da Fonte sempre foi conhecido por ser um exímio articulador, mantendo o PP como uma força de centro que orbitava o poder, independentemente de quem estivesse no Palácio do Campo das Princesas.

O Erro de Cálculo: Ao tentar esticar a corda para ter mais protagonismo (ou indicar cargos de maior peso), ele acabou ficando em um "limbo". Hoje, ele não faz parte do núcleo duro da governadora Raquel Lyra (PSDB) e viu a porta se fechar com João Campos (PSB).


A Estratégia do PSB (João Campos)


O PSB, sob a liderança de João Campos, adotou uma postura de consolidação interna. João não precisava desesperadamente do PP para manter sua popularidade recorde em Recife.

Ao não ceder ao espaço que o PP exigia, João Campos forçou Eduardo da Fonte a uma escolha difícil: aceitar menos do que queria ou sair.

A saída de Da Fonte acabou "limpando" a vitrine de João Campos de figuras políticas com alta rejeição ou associadas à "velha política", o que fortalece o discurso de renovação do prefeito.


O Fator Raquel Lyra


Muitos acreditavam que, ao se afastar do PSB, Eduardo da Fonte seria recebido de braços abertos por Raquel Lyra. No entanto:

Raquel tem um estilo de gestão que centraliza decisões e resiste ao modelo de "entrega de porteiras fechadas" de secretarias, que é a base do poder de Da Fonte.

Resultado: Ele ficou sem a influência que tinha no governo estadual anterior e sem o espaço na Prefeitura do Recife.


Eduardo da Fonte "caiu" na estratégia?


É muito provável que sim. O PSB jogou com o tempo. Ao contrário do estilo de Eduardo Campos, que trazia todos para dentro do governo para neutralizá-los, João Campos parece ter preferido o isolamento estratégico.

O que não deu certo:

Subestimar a autonomia de João Campos: Ele achou que o prefeito precisaria do tempo de TV e da estrutura do PP a qualquer custo.


A aposta na terceira via: Tentar flertar com vários lados ao mesmo tempo fez com que ele perdesse a confiança de todos os principais jogadores.

Hoje, Eduardo da Fonte enfrenta o desafio de manter o PP relevante em Pernambuco sem as máquinas públicas mais potentes do estado nas mãos. Na política, quem não está na mesa, acaba ficando no cardápio.

Será que ele ainda tem fôlego para uma "volta por cima" nas eleições de 2026, talvez buscando uma composição com a oposição federal?

Uma coisa que já se percebe é a articulação de Miguel Coelho, hoje o único nome da governadora para o senado, em defender Eduardo da Fonte na chapa da governadora como candidato a senador, seria a volta? Mas há uma dúvida, será que um dia foi?


Por: Tony Lucas

Escanteado?
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