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Cultura ou campanha política?

Quem disse que é só cultura? É campanha.

Neste fim de semana, 12, 13 e 14 de dezembro, em Recife, o governo resolveu fazer tipo um encerramento do projeto Pernambuco, meu país. O Pernambuco, meu país verão. É preciso, sim, promover a cultura e criar projetos para renovar e dar suporte a essa cultura. Mas não consigo ver essa renovação com esses projetos que envolvem eventos abertos ao público, por não haver transparência dos governos com relação a isso. São prefeituras, governos, sejam de onde for, todos usam o mesmo mecanismo de contratação, já uma minuta sistemática de contratações de artistas para esses eventos em todo o Brasil. O que chama a atenção, é que se continua escondendo do povo os verdadeiros valores pagos aos artistas, que por muitas vezes até deturpam a cultura e promovem outros tipos de coisas: apologia ao álcool, ao sexo, às drogas. Os maiores lucros nesses eventos, no geral, são os relacionados ao consumo do álcool, e isso é cultura? Bom, tudo é em nome da cultura. Essas festas promovidas tanto por um, quanto por outro, Dona Raquel e o filho de Renata, deveria se chamar farra, farra com o dinheiro público.



Por outro lado, a conotação política que há por trás disso é enorme. Há uma luta grande desses feudais mandatários midiáticos pelo poder e a promoção da cultura serve de pano de fundo para suas próprias promoções. Podem esperar, o filho de Renata vai dar a resposta durante o Natal, como o faz todo ano, o que ninguém se toca, é que tudo isso é com dinheiro público, meu, seu, do seu vizinho, mas fazer o quê? Tornou-se uma verdadeira guerra pelo voto, usando esses eventos para se colocarem bem frente aos eleitores. Pode ser aquele vizinho que citei, eu e você nos importamos com essa farra do dinheiro público, mas ele não.



A briga entre o filho de Renata e Dona Raquel Lyra vai ser grande no estado e as pesquisas mostram que isso vai se acirrar no próximo ano. Dona Raquel tem corrido o estado com sua caravana. Em sua terra, caruaru esteve em um almoço sem a presença do prefeito, seu aliado, talvez porque o prefeito foi para a Bélgica passear e buscar um título de cidade americana do esporte. Não fosse a ousadia, eu diria que esses títulos e reconhecimentos são mais uma maneira de apenas gastar o dinheiro fácil que vem do bolso do povo. É um absurdo e não muda nada para a cidade, não traz nada de valor, a não ser para a visão deles. Preparem-se, caruaru vai ser destaque nas próximas olimpíadas.


Durante esses dias de fim de ano, teremos um grande desfile de egos do filho de Renata e Dona Raquel. O rapaz, daqui a uns dias, faz do sertão uma capital pernambucana. Os coelhos estão tranquilos, esperando o melhor momento para mostrar sua força. Eles não costumam errar, pendem para o lado que ganha, só erram quando pensam que são mais do que realmente são. Essa é uma das vantagens de estar sempre em cima do muro, por enquanto se vê muito Miguel, Fernandinho e Antonio caminhando com o filho de Renata e buscando os seus fiéis escudeiros sertanejos. A votação de Miguel para governador deu esse poder aos petrolinenses e ele vai disputar o Senado com o apoio do filho de Renata, mas tem também Silvio Costa Filho, Humberto Costa, Marília Arrares. Como diria minha avó, deu a bixiga, é muita gente. Será que farão os dois senadores?



Dona Raquel, hoje importante no partido de Kassab, articula também pelo sertão, agreste e outras regiões do estado. Tem algo interessante em tudo isso, Pernambuco tem uma coisa diferente, chega uma hora que não há festa ou farra que resolva a situação, o povo cansa e isso vira tiro no pé. A interiorização do governo hoje é visível com tanta ação e presença da governadora, parece que a vantagem do filho de Renata mexeu com Dona Raquel. Essa vantagem, de certa forma, foi anunciada muito cedo. Política não se ganha no grito. Tem desconstrução das duas partes, tem os, Ferreiras que estão só de olho, tem umas traquinagens de construtoras, só vejo o povo falando. Quem falou nas redes sobre esse assunto tenha cuidado, os hakers a serviço desse povo são sabidos. Ou seria traquinos também?


Lula terá um papel fundamental no estado, mas as eleições nos outros estados podem influenciar a frequência no palanque do filho de Renata aqui no estado. Mas uma coisa é certa, o apoio dele pode decidir. Será que Flávio Bolsonaro vem para o de Dona Raquel Lyra? Se a gente pensar direitinho, na última eleição, no primeiro turno, todos os votos de centro e da direita radical foram para dona Raquel no segundo turno, o que deu mais de um milhão de votos de vantagem e a vitória. Se contarmos que uma candidatura de um candidato da extrema-direita que vem da articulação dos Ferreira, para demarcar território, podemos dizer que terá segundo turno no estado. A formação das chapas é determinante também. A briga é boa.


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Cultura ou campanha política?
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