
Comprometeram as esposas
Agora é a hora dos advogados fazerem a festa, para mascarar as coisas, o foro privilegiado valer, mas e a vergonha? O povo é quem julga, porque eles não terão outa punição.
As investigações da Operação Vassalos avançaram ao longo do dia, e novos detalhes revelados pela Polícia Federal e pela decisão do ministro Flávio Dino mostram que o esquema era, segundo a acusação, um "negócio de família" que envolvia não apenas os políticos, mas também suas esposas e empresas específicas.

O Envolvimento da Família (Núcleo Feminino)
A grande novidade do dia foi a inclusão das esposas no rol de investigadas, com papéis específicos na movimentação do dinheiro:
Adriana de Souza Leão Coelho (Esposa de FBC): É sócia da Bari Automóveis Ltda (concessionária em Petrolina). A PF identificou "elevadas movimentações de dinheiro em espécie" na empresa. A suspeita é que a Bari servia como entreposto para receber valores de terceiros destinados ao ex-senador.
Maria Laura Modesto Kehrle (Esposa de Fernando Filho): Uma empresa em seu nome teria sido usada para uma "triangulação financeira". Foram detectadas 15 operações desse tipo, totalizando R$ 5,47 milhões aportados na empresa.

Lara Teobaldo Secchi Coelho (Esposa de Miguel): Também está sob investigação por sua ligação com o núcleo que administrava os recursos e bens da família.
A Empresa Bari e a Construtora Liga
Bari Automóveis: Como você suspeitava, ela está no centro da investigação. A PF acredita que a concessionária era usada para lavar dinheiro. Parte dos pagamentos das empreiteiras teria sido disfarçada como compra de veículos ou repasses diretos à empresa.
Liga Engenharia: É a principal "vassala" do esquema. Segundo a PF, a empresa teve uma "ascensão meteórica" durante a gestão de Miguel Coelho em Petrolina, recebendo cerca de R$ 74 milhões em contratos. A PF afirma que a empresa pertence a parentes de Fernando Bezerra Coelho (especificamente a um sobrinho e um cunhado), fechando o ciclo: a família mandava a emenda e a empresa da própria família executava a obra.
A Decisão de Flávio Dino sobre Fernando Filho
O ministro Flávio Dino foi incisivo em sua decisão (Petição 10684):
Quebra de Sigilo: Dino determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático do deputado Fernando Coelho Filho e do pai.
Apreensão de Luxo: Autorizou a PF a apreender não apenas documentos, mas bens de alto valor. Na manhã de hoje, foram recolhidos relógios de luxo e grandes quantias de dinheiro em espécie nas residências dos investigados.
Crítica à "Parlamentarização": Na decisão, Dino mencionou o risco da "parlamentarização" das despesas públicas, onde o controle do orçamento sai do Executivo e vai para o Legislativo sem a devida transparência, facilitando desvios como os investigados em Petrolina e na Codevasf.
Valores Atualizados
Embora o repasse inicial citado seja de R$ 22 milhões em uma obra específica que valorizou terrenos da família, a PF investiga o fluxo total de R$ 74 milhões pagos à Liga Engenharia e a movimentação de R$ 5,4 milhões na empresa da nora de FBC.
O que dizer agora sobre a vergonha e desmoralização?
A defesa, liderada pelo advogado André Callegari, elevou o tom, afirmando que os mandados foram "genéricos" e que a família está sendo perseguida. Miguel Coelho declarou que a operação é uma tentativa de barrar sua candidatura em 2026.
Mas por quem? Se eles não saem do muro, até agora não se sabe com quem estão. Viraram moeda de troca no jogo e esperam oportunidades concretas para se decidirem? Durante o governo Bolsonaro, eles mandaram e desmandaram na CODEVASF, um general chegou a falar que Pernambuco era do líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho. Vão fazer defesas com advogados, vão usar os blogs e jornalistas pagos, vão usar de fake news, milícia digital para desmentir e confundir tudo e todos. Mas o povo é quem dá o veredito, é quem julga, e é quem se envergonha de ter confiado em quem só faz acabar com sua dignidade. Porque o povo teria muito mais benefícios se não fossem os que gostam de dinheiro público.
O que é incrível é que aí não se fala em dinheiro de fundo partidário, que eles prometem em campanhas aos coitados cooptados por uma equipe especializada em enganar e não cumprem. Mas o dinheiro do fundo partidário não é investigado por ninguém, pode denunciar para Deus. Dinheiro de fundo partidário é para fazer aniversário nas maldivas.
