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Alianças e compromissos

Uma nova força empresarial de Garanhuns se faz presente para pleito deste ano. Moacir Bezerra


O tabuleiro político de Garanhuns, historicamente polarizado entre clãs tradicionais e figuras que se alternam no poder há décadas — o que o eleitorado local identifica como o jogo entre as "raposas" e os "lobos" da velha política —, enfrenta agora um elemento de distorção: a pré-candidatura de Moacir Bezerra.



Para um observador atento, o movimento de Bezerra não deve ser lido apenas como "mais um nome", mas como uma tentativa de preencher um vácuo ideológico e geracional na região. Cumpridor de compromissos e atento às novas alianças que lhe darão suporte neste momento de pré-candidatura, o grande empresário do segmento de tecnologia não tem medido esforços para trazer para seu grupo pessoas importantes.


Garanhuns padece de uma fadiga de material humano. As estruturas de poder locais são, em grande parte, fisiológicas. Moacir Bezerra surge tentando capitalizar o sentimento de renovação. Ele se posiciona como alguém qualificado, alguém que não pertence ao fatigado costume local, mas que compreende as engrenagens do sistema.

O ponto de maior relevância estratégica nesta pré-candidatura é o trâmite na capital federal. Moacir não opera no vácuo; ele possui uma conexão direta com o deputado federal Clodoaldo Magalhães.



Em termos de análise política, essa aliança é sintomática:

Viabilidade de Recurso: Ao contrário de candidaturas ideológicas puras que morrem por falta de estrutura, a ligação com Clodoaldo sugere que Moacir tem as chaves para o orçamento federal e o trânsito nos ministérios.

Pragmatismo: Clodoaldo Magalhães é um articulador experiente. O fato de Moacir ser o seu "braço" para a Assembleia Legislativa em Garanhuns indica que o projeto tem musculatura para enfrentar as máquinas partidárias locais.

A análise do discurso de Moacir Bezerra revela uma tentativa de modernizar o debate no Agreste. Ao pautar Tecnologia, Emprego e Renda, ele tenta deslocar a discussão do assistencialismo tradicional para a eficiência produtiva. É uma tentativa de falar com o microempreendedor e com o jovem que não se vê representado pelas promessas de "emprego na prefeitura" que as raposas locais costumam oferecer.


A adesão de lideranças locais e regionais ao seu redor sinaliza que o isolamento que as elites de Garanhuns tentaram impor ao "novo" não funcionou. Há uma percepção entre as lideranças de base de que o modelo atual de representação estadual da cidade está esgotado. Alianças com parceiros, Guiga e Odete, conhecidos articuladores. Dizem até que Odete será também candidata com seu apoio a deputada federal no seu partido, o PV. Tony Neto, grande advogado da cidade, Paulinho Paiakan, um grande conhecedor da cidade; Marcos Regis, outro grande articulador; sua mãe, Adriana Bezerra, que é conselheira tutelar, além de sua enorme força empresarial na cidade e região. Enfim, um grande time para essa caminhada até a ALEPE.


Moacir Bezerra é o elemento que retira o conforto das candidaturas tradicionais. Ele traz o discurso da modernidade, o suporte técnico-financeiro de Brasília via Clodoaldo Magalhães e a imagem de quem não está comprometido com os erros do passado. Em uma eleição que tende a punir o "velho", a sua capacidade de se manter como essa via independente será o divisor de águas no Agreste.



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