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A tensão em Petrolina

Prejuízo para Miguel Coelho, bens apreendidos estão em perícia e novas ações da operação Vassalos, que pegou os Coelhos de Petrolina, podem ter novas buscas no estado.

Hoje, 10 de março de 2026, o cenário em Petrolina continua sob forte tensão política e jurídica devido aos desdobramentos da Operação Vassalos. Embora a fase ostensiva das buscas tenha ocorrido no final de fevereiro, o foco atual das autoridades e da mídia local recai sobre a perícia dos itens apreendidos e as novas movimentações no STF.

Aqui estão os detalhes mais recentes:


1. O "Pente-Fino" na Documentação (Foco em Petrolina)


A Polícia Federal intensificou hoje a análise dos contratos da Liga Engenharia Ltda. com a Prefeitura de Petrolina e a 3ª Superintendência da Codevasf. O objetivo é cruzar os dados dos 250 saques em espécie (que totalizam R$ 3,7 milhões) com os registros de pagamentos feitos pela gestão municipal entre 2018 e 2021.

  • Os investigadores buscam confirmar se esses saques eram usados para "gerar caixa" destinado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos vinculados ao grupo político.


2. Desdobramentos no STF (Ministro Flávio Dino)


Há uma expectativa no meio jurídico de que o ministro Flávio Dino analise, ainda esta semana, novos pedidos de acesso aos autos por parte das defesas.

  • A defesa do clã Coelho (Fernando Bezerra, Miguel e Fernando Filho) insiste que a operação é baseada em fatos "requentados" e que as emendas parlamentares foram aplicadas em obras reais de pavimentação, desafiando a PF a provar o desvio físico dos recursos.


3. Impacto Político Local


Em Petrolina, o clima é de articulação de bastidores. O grupo governista tenta desvincular a imagem do atual prefeito, Simão Durando, das investigações, enquanto a oposição utiliza os detalhes da petição do STF — que menciona a influência da família na nomeação de cargos na Codevasf — para questionar a lisura das licitações de obras públicas na cidade.


4. Bens sob Custódia


Os bens apreendidos (relógios Rolex, veículos de luxo e quantias em dinheiro) permanecem sob custódia da União como garantia de ressarcimento. Não houve, até o momento desta terça-feira, nenhuma decisão judicial determinando a devolução desses itens, o que reforça a manutenção das medidas cautelares contra os investigados.


Próximos passos prováveis:


A perícia nos celulares e laptops apreendidos pode gerar uma "segunda onda" da operação, caso sejam encontradas mensagens que comprovem a ingerência direta na 3ª Superintendência da Codevasf para o direcionamento de editais.


O Desgaste de Miguel para a disputa.


A situação de Miguel Coelho (União Brasil) em relação à disputa pelo Senado em 2026 tornou-se o centro das atenções políticas em Pernambuco, especialmente após a deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal no final de fevereiro.

Embora ainda não exista uma desistência "formalizada" em documento partidário até este 10 de março, o cenário político indica uma inviabilidade prática que o coloca, no momento, fora do jogo sucessório.


Por que a disputa está ameaçada?


  • Impacto da Operação Vassalos: A investigação autorizada pelo STF coloca Miguel como um dos alvos centrais de um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações na Prefeitura de Petrolina e na Codevasf. O desgaste de imagem é imediato, dificultando a atração de novos aliados e o financiamento de campanha.

  • Isolamento Político: Antes da operação, Miguel liderava ou aparecia em segundo lugar nas pesquisas (como a da Paraná Pesquisas de agosto de 2025, onde tinha cerca de 36,7% das intenções de voto). Agora, analistas políticos apontam que partidos da base governista e até aliados de centro tendem a se afastar para evitar contaminação pela investigação.


Por: Tony Lucas

A tensão em Petrolina
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